Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

O SUDÁRIO DE OVIEDO.

SUDÁRIO DE OVIEDO
(pe. Ignácio, dos padres escolápios)

Se o Síndon(lençol) de Turim foi a base da investigação científica dos últimos anos para mostrar em sua brutalidade e dureza a realidade dos tormentos sofridos por Jesus na sua paixão, temos mais um instrumento que a tradição conservou e que a medicina científica tem hoje estudado com verdadeiro cuidado e empenho. É o sudário do qual fala unicamente o quarto evangelista e que se pensava fosse uma atadura para evitar a boca aberta do cadáver. Essa tela está em Oviedo, Espanha. Eu a vi através das grades que a protegem no ano 92. Um estudo realizado por numerosos médicos forenses e catedráticos de anatomia tem revelado factos importantes que vamos relatar a continuação.

HISTÓRIA: O sudário, que vamos desde agora chamar de capuz, chegou a Oviedo depois de um longo itinerário. Os primeiros cristãos conservaram sem dúvida alguns dos objectos pertencentes a Jesus, especialmente os que estavam impregnados no seu precioso sangue. Não podia destruí-los e os conservaram cuidadosamente no que se chamou de Arca Santa. No ano 614, ante a iminente invasão dos persas, o presbítero Filipe foi encarregado de levar as relíquias até Alexandria no Egipto. Como os persas também invadiram o Egito, a arca foi transportada para a Espanha. O bispo de Écija, S. Fulgêncio, acolheu os fugitivos que chegaram por Cartagena e pôs as relíquias em mãos de S. Leandro, bispo de Sevilla, seu superior e irmão. Quando S. Ildefonso foi nomeado bispo de Toledo, levou consigo as relíquias. Estamos falando do século VII. Na primeira metade do mesmo, uma nova arca de carvalho sai de Toledo em direcção a Astúrias, coincidindo com a invasão muçulmana. Essa arcas se encontra em Oviedo, capital de Astúrias, entre 812 e 842. Para conservar e guardar o tesouro Afonso II o Casto(+842), mandou construir a Câmara Santa, que inicialmente era uma capela de seu palácio, hoje incorporada à catedral gótica, edificada posteriormente. Desde este momento as relíquias tem recebido constante veneração sem interrupção pelos devotos astures. Em 1075 se procedeu à abertura da arca e inventário da mesma com ocasião da visita do rei Afonso VI (1042-1109). O monarca mandou que se cobrisse de prata, facto realizado após a morte do monarca em 1113. No inventário se menciona expressamente O SANTO SUDÁRIO DE N. S. J. C. Sua fama obrigou muitos peregrinos do caminho de Santiago a se desviar para o visitar e venerar a sagrada relíquia.

INVESTIGAÇÃO: Seu estudo foi feito por doze investigadores, científicos coordenados pelo centro espanhol de Sindonologia (www,linteum.com)que usando os métodos mais modernos, sem excluir uma cabeça de vidro para adapta-la ao pano e assim estudar a disposição das feridas e do sangue nele coagulado com as facões do rosto que as deixo impressas. Da investigação correspondente destacamos os seguintes itens:
ESTRUTURA:
O Sudário de Oviedo é um pano branco de linho com textura ou trama de tafetão, ou seja o mais simples possível dos três tipos de tecido, sem anverso, de forma retangular com 85X53 cm embora com alguma irregularidade. Está manchado, sujo e enrugado. As manchas são de diversas tonalidades, fundamentalmente de marrom claro. Especialmente destacam duas manchas simétricas marrons com diversas tonalidades. Na época de Jesus um sudário era um lenço que era usado como toalha para enxugar o suor do rosto e que em muitos casos estava enrolado no braço. Segundo a Enciclopédia Universal Judaica, quando um cadáver tinha o rosto desfigurado ou mutilado, era imprescindível que fosse coberto por um véu para ocultá-lo. Mas existe uma outra hipótese muito mais ampla e histórica. Neste momento falo de memória mas creio que foi Cícero, que era advogado em causas criminais, quem afirma que os condenados à morte tinham a cabeça coberta por um capuz: obnubilato capite creio que é a expressão usada pelo escritor latino. Igual ao costume de colocar no réu um capuz nos dias de hoje, que não é unicamente costume moderno, como temos visto nos cinemas quando dos enforcamentos ou mortes na cadeira elétrica. Segundo o que descrevem os médicos legistas ou forenses parece que essa era a função de nosso sudário. Nos evangelhos unicamente João descreve o uso do sudário, primeiro no relato da ressurreição de lázaro( uma prévia da de Jesus) 11, 4 e no da ressurreição de Jesus 20, 6-7. No relato de Lázaro a cabeça estava envolta exatamente como pode faze-lo um capuz. Que no caso de Jesus estava sobre(epi) a cabeça do mesmo e foi encontrado como embrulho aparte. Os cientistas dizem que o sudário(capuz) foi colocado quando ainda o corpo morto estava pendurado na cruz e foi segurado com alfinetes(os buracos existentes no pano). Ao se produzir a rigidez cadavérica do edema pulmonar, causa da morte, fluiu o líquido que molhou barba e bigode. Rodeava totalmente a cabeça e possivelmente estava sujeito por detrás com um nó. O justiçado esteve na cruz uma hora e mais uma outra hora em decúbito prono( de ventre para baixo) lateral direito. Uma vez no sepulcro, o capuz foi provavelmente retirado do cadáver e deixado a um lado do mesmo, segundo foi encontrado por Simão Pedro(20,7).
HEMATOLOGIA: isto é, restos de sangue.A primeira surpresa que levaram os especialistas foi comprovar a existência de hemácias que podem ser vistas em fotos. Era sangue. E os testes posteriores demonstraram que era sangue humana do tipo AB, o mais comum ente os Judeus do tempo de Jesus na Palestina da época. Exactamente o mesmo tipo do lençol de Turim.

CONCLUSÕES: O Sudário de Oviedo contém manchas originais de sangue humano do grupo AB. Este pano está sujo, enrugado, parcialmente roto e queimado, com elevado nível de contaminação mas sem sinais de manipulação fraudulenta. Esteve colocado sobre a cabeça de um morto com bigode, barba e cabelo longo recolhido na nuca. Na região occipital apresenta uma série de feridas pungentes, produzidas em vida, que tinham sangrado uma hora antes de colocar o capuz na cabeça. Sua boca estava fechada, o nariz amassado e desviado à direita. Estava morto porque o mecanismo da formação das manchas era incompatível com qualquer movimento respiratório. O homem do sudário padeceu um grande edema ou encharcamento pulmonar , que em forma de líquido e sangue aparece como manchas em proporção de 6:1, produzidas em momentos diferentes e consecutivos. Após a morte o cadáver esteve em posição vertical como uma hora e tinha pelo menos o braço direito levantado e a cabeça inclinada 70 graus à frente e 20 graus à direita em relação à vertical. Posteriormente, sem alterar a posição os braços foi colocado em decúbito prono(sobre o ventre) lateral direito, mantendo o giro da cabeça 20 grau à direita e colocando esta 115 graus respeito da vertical com a frente apoiada sobre uma superfície dura, posição na que foi mantido durante 45 minutos. Depois foi mobilizado ao tempo que uma mão alheia tratava de conter a saída do líquido serohemático. Por último foi colocado em decúbito supino.
RELAÇÃO COM O SINDONE: As coincidências são as seguintes: As duas peças de pano contiveram um homem de cabelos compridos, barbado e cabelo recolhido na nuca. Ambos eram adultos entre 30 e 40 anos e de forte constituição. Ambos compartem o tipo sanguíneo AB típico da etnia judaica na região palestina. Ambos foram maltratados antes de morrer (casco de espinho, puxada de barba..)Ambos morreram em posição vertical, crucificados e apoiando-se nos pés..- Ambos faleceram por colapso ortostático (postura vertical) e conseqüente edema pulmonar em grado agudo.-Os dois panos eram facilmente tecidos na região de Palestina.-As manchas de sangue num e noutro pano são coincidentes e portanto ambas complementares.- Gotas de sangue sob uma mancha de 3 invertido.- Na mesma em ambas relíquias.-Ambos contêm restos de pólen da época e região Ambos com restos de mirra e aloé .- As proporções são coincidentes e concorrentes a uma emanação sanguínea trás a morte por edema pulmonar. Correspondências manifestas com os fios de sangue provocados pelo caso dos espinhos e proporções craniais. Temos um estreita relação entre os arcos superciliares, a superfície e forma do nariz, inchaço da parte direita do nariz, fossas nasais pressionadas, pómulo direito inchado e sanguinolento, Posição e tamanho da boca, mento e forma desigual da barba.

CONCLUSÃO FINAL: Se o Santo Síndone é uma impressionante recordação da paixão de Cristo, o Sudário de Oviedo confirma a autenticidade do mesmo e oferece um testemunho de sua morte e dos primeiros passos de sua sepultura. Porque, como Paulo, nós pregamos um Cristo(que não é Messias conquistador mas) que e um Messias crucificado

publicado por Admin às 22:36
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